segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aos trancos e barrancos; idas e vindas

Oi, gente.
Eu de novo.
Prometo que não vou postar mais nada hoje.
rsrrs
Mas esse post vejo como essencial, pois conta uma história verídica, vivida por mim, e que acredito que muitos dos estudantes atuais e futuros de terapia ocupacional estão passando ou vão passar por isso.
DESISTIR DO CURSO!
Quando ingrassei no curso de terapia ocupacional, no 1º semestre de 2009, acreditava fielmente que T.O. seria um curso da área da saúde que teria várias, inúmeras, para ser sincera quase a totalidade das matérias relacionadas a áreas humanas ou artes, ou pelo menos que a minoria das disciplinas seriam no ICB (É verdade, ledo engano.)
Acontece, que no primeiro dia de aula de História da Terapia Ocupacional, após a apresentação dos alunos, a primeira nota que a professora Adriana ressaltou foi : "T.O. não é arte!". Pensei: " E agora! O que estou fazendo aqui!?"
O fato é que somando essa suspresa mais o turbilhão do ciclo básico do ICB, me fizeram repugnar Terapia Ocupacional. Via apenas o lado ruim, as matérias ruins, as atividades mais difíceis, e me esqueci de todos os pontos marcantes e maravilhosos de T.O. Acabei saindo de T.O. antes do 1º período acabar, tamanho era o meu desespero frente à situação. havia conseguido uma bolsa integral para estudar Publicidade e Propaganda na PUC Minas. É verdade, um curso completamente diferente, mas afinal de contas, tinha muita, muita arte mesmo (Isso era o mais importante no momento). Começei e tudo ia bem, até cair a ficha...
"O que estou fazendo aqui?" Foi a pergunta que me fiz nas primeiras férias depois de PP.
Esse foi o ponto mais importante da minha escolha profissionale principalmente pessoal. Perceber o rumo o qual estava tomando e analisar o que eu realmente queria fazer como contribuição para um mundo melhor e mais "saudável" em todos os sentidos.
Não quero colocar a Publicidade aqui como o mal do mundo, ela tem um poder tão forte que poderia e pode exercer muitos papéis importantíssimos e relevantes para contribuir para melhoria social, mas o fato é que todos veem e vivem o verdadeiro papel que publicidade exerce em sociedade: venda e alienação.
"Não, não era o que eu queria para mim." Percebi que estava desviando completamente de tudo o que havia planejado, sonhado e acreditado até então. Sinceramente, sei que não vou mudar o mundo, mas me sinto muito feliz de saber que poderei contribuir para melhorar as condições de vida e promover a independência de muitas pessoas  que também poderão fazer a sua contribuição para o mundo.
No fim? Resolvi voltar para a T.O.
"Você é louca! Você não decide. Tem certeza?" Era o que diziam para mim. "Se tivesse ficado mais um pouco, heim..." Ouvi muito isso. No início me cobrei muito por isso, mas depois percebi o aprendizado e a experiência que isso me proporcionou. Hoje!? Não me arrependou nem um pouco de ter arriscado para poder vestir a camisa da T.O. com todas as minhas foras a partir de agora.
Mas o que realmente gostaria de ressaltar aqui, é que T.O. não é um curso perfeito. Nenhum curso é. Vale a PERSISTÊNCIA nesse momento. Mas principalmente, ter a preocupação de ver O LADO BOM DAS COISAS, antes de dizer não. Se perceber que não, arrisque e lute pelo o que acha melhor para escrever a  sua história
Hoje, tenho muito orgulho de tudo o que passei e principalmente de estar de volta. Hoje vivo o curso de uma forma que acredito que não conseguiria se não estivesse desistido e retornado. Por isso, só posso contar uma coisa, MEDITEM! Mas não no sentido zen da palavra, mas no sentido de permitir um momento sozinho com suas ideologias e convicções para perceber qual o verdadeiro sentido da sua vida, não apenas do curso, ou da sua profissão. É pensar: "O que eu gostarei de ser e como gostaria de ser lembrado há alguns anos?" Parece fácil, mas tente uma vez... Perceberá quantas dúvidas e ao mesmo tempo quantas ideologias bacanas nós temos.
UFA!
É isso...
Abraço a todos.
MEDITEM!
Érica

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